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Thursday, December 19, 2013

Derrotas fazem parte do futebol


Imagem: lancenet.com.br 
Por janio ribeiro 

O Atlético Mineiro perdeu e daí? A Ponte Preta perdeu e daí? A Portuguesa caiu e daí? Perder faz parte do esporte. É a sua essência. Espera se que seja praticado dentro das regras. Justiça não há no esporte. É sempre a lei dos mais fortes contra os mais fracos. Da sorte de acertar contra o azar de errar. Mas as regras estão lá! 11 contra 11!  Em vez de satirizar a derrota do Atlético e a da Ponte Preta - times brasileiros que foram derrotados por estrangeiros - eu prefiro lamentar o tapetão do STJD que mais uma vez subiu um rebaixado e puniu com veemência rebaixando um time paulista. Não há justiça no futebol. Perder faz parte. Preparemos-nos para 2014. Haverá vitórias e derrotas. O bom torcedor está preparado para as duas situações. 

Friday, December 13, 2013

Todos os dias são iguais e alguns são diferentes

  


   Hoje é dia 11 do mês 12 do ano 13 isso significa apenas uma coincidência sequencial e mais nada. De qualquer modo hoje é um dia especial como são todos os dias, de todos os meses, de todos os anos. Cada dia é uma experiência nova, cada mês um desafio, cada ano novos planos.

   Tenho certeza que muitos só perceberam que o ano já se finda quando viram surgir os primeiros enfeites do natal, ou com a retrospectiva de fotos e fatos do facebook. E já fazem planos para 2014, os mesmos não cumpridos em 2013, não muito diferentes dos de 2012 e sobram até velhas promessas de 2011. Somos assim mesmo. Uma seqüência de sonhos e desejos.

   Mas não desistimos nunca de nossas velhas manias, de vez em quando mudamos uma ou outra crença, um ou outro gosto, somos conservadores por excelência, tradicionalmente com os mesmos defeitos de fabricação e eventualmente metamorfoses ambulantes. Já dizia Raul: prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

    Muito tempo passará até que haja uma sequência parecida no calendário, mas outras sequências virão para você mudar de ideia sobre um velho preconceito, ou para colocar em prática a velha promessa não cumprida de outros tempos, basta uma pequena atitude hoje mesmo ou no mais tardar amanhã. É preciso dar sempre o primeiro passo. Portanto, hoje é um dia especial. Pense nisso.

     Escrevi as linhas acima, há dois dias, hoje é dia 13/12/13 o que isso significa? Sei lá? Sorte para uns azar para outros e uma prometida chuva de meteoritos na madrugada. Faças seus pedidos caso vejam as estrelas cadentes e é claro caso acredite no poder mágico delas. 

                                                                                                   Janio Ribeiro

Thursday, December 12, 2013

Premiados do Acrísio Camargo: Ganhei o Prêmio em Poesia!

Notícias

Prêmio Acrísio da Cultura destacou melhores obras nesta quarta (11) na Câmara

  • Publicação: 12/12/2013 - 14:43h
  • Redatores: Adriana Panzini
  • Release N.º: 2249
Foto Ilustrativa
Adriana Panzini - SCS/PMI
A Secretaria Municipal de Cultura realizou nesta quarta, dia 11, a entrega do 9º Prêmio Literário Acrísio de Camargo às melhores obras entre as 97 inscritas pelos munícipes na edição 2013, nas categorias Poesia, Conto e Crônica. Os três melhores trabalhos, selecionados pelos jurados Juliana Maringoni, Antonio da Cunha Penna e Sueli Aduan, receberam R$ 2.500,00 (1º lugar), R$ 2.000,00 (2º lugar) e R$ 900,00 (3º lugar), e foram conferidas também menções honrosas. As obras classificadas em 1º lugar serão ainda publicadas no site do jornal Tribuna de Indaiá. O concurso, que é anual, faz parte da programação especial em comemoração aos 183 anos de Indaiatuba, completados no dia 09 de dezembro.
Confira os vencedores em cada categoria:
Poesia
1º lugar – Janio Ribeiro com “Pura Tecnologia”
2º lugar – David da Silva com “Dama da Noite”
3º lugar – Frederico Alberto dos Santos com “Acerolas ao Chão”
Menção honrosa – Beatriz Regina Guimarães Barbosa com “O Vaso Exato”
Menção honrosa – Victor Simões Lobato com “Alquemina”
Menção honrosa – Adrielli Fregati da Silva com “Mensagem”
Menção honrosa – Paulo Roberto Sorrentino com “Soneto em Repúdio a Beleza Artificial”
Conto
1º lugar – Luis Fernando Conti Rodrigues com “Embaixo do Velho Pé de Ipê”
2º lugar – Victor Simões Lobato com “Petalada”
3º lugar – Monique Cristine Paulino Simões com “A Carta”
Menção honrosa – Marlene Naves Chiepe com “Imagem Revelada”
Menção honrosa – Irene Watanabe com “Eulália”
Menção honrosa – Beatriz Regina Guimarães Barbosa com “Sol de Ouro Velho”
Menção honrosa – Josely Mônica Maia com “O Coelho que Comia Letras”
Crônica
1º lugar – Jacimara M. Siqueira Miranda com “Compulsão”
2º lugar – Matheus Ferreira Marques com “Bocejo: Arte, História, Ciência e Tecnologia?”
3º lugar – Irene Watanabe com “Leopoldina”
Menção honrosa – Marlene Naves Chiepe com “A Folia o Meu Dezembro”
Menção honrosa – Janio Ribeiro com “Memória entre Poesia e o Concreto”
Menção honrosa – Arthur Lapolla Mainardi com “Perdeu, Playboy!”
Menção honrosa – Robson Castro Vianna com “O Menino”
Após a cerimônia de premiação, a plateia, que lotou o plenário da Câmara Municipal, assistiu ao concerto da Orquestra de Indaiatuba com “As Quatro Estações de Vivaldi”, uma das obras mais conhecidas do repertório clássico. São quatro concertos para violino onde Vivaldi procura descrever através da música as características principais de cada uma das estações do ano. Um fato curioso é que juntamente com a música, o compositor italiano também criou um soneto que se relaciona com cada uma das peças. Antes do início de cada trecho, o escritor, fotógrafo e jurado da edição 2013 fez a leitura dos sonetos. A apresentação teve a participação dos solistas Luis Fernando Dutra, Yuri Miranda, Felipe Oliveira e Silas Simões, com regência do maestro Paulo de Paula.
O Prêmio Literário Acrísio de Camargo é realizado anualmente pela Secretaria de Cultura e faz parte das comemorações oficiais do aniversário de Indaiatuba. Tem como objetivo divulgar o nome do autor da letra do Hino de Indaiatuba, bem como incentivar a produção literária no município. Podem participar pessoas de qualquer faixa etária, residentes em Indaiatuba, com um texto por modalidade e que ainda não tenha sido publicado sob qualquer forma. Os trabalhos são julgados por escritores do Estado de São Paulo, que recebem as obras para avaliação sem identificação do autor, assegurando total imparcialidade.
Legenda: da esquerda para a direita, a jurada Juliana Maringoni, a vencedora da categoria Crônica Jacimara Siqueira Miranda, e o jurado Antonio da Cunha Penna

Wednesday, December 04, 2013

Acrísio de Camargo premia contos,crônicas e poesias dia 11

Vencedores do 9º Prêmio Literário Acrísio de Camargo serão conhecidos dia 11

  • Publicação: 03/12/2013 - 17:08h
  • Redatores: Adriana Panzini
  • Release N.º: 2193
Foto Ilustrativa
Arquivo- Eliandro Figueira - SCS/PMI
Os vencedores da 9ª edição do Prêmio Literário Acrísio de Camargo, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, serão anunciados em evento especial no próximo dia 11, quarta-feira, a partir das 20h, na Câmara Municipal, com entrada franca. Além de conferir os autores das melhores poesias, contos e crônicas, o público poderá assistir ainda a apresentação da Orquestra de Indaiatuba com “As Quatro Estações” de Vivaldi. Na edição 2013 os jurados Juliana Maringoni, Antonio da Cunha Penna e Sueli Aduan analisaram 97 obras inscritas pelos munícipes. Os três melhores trabalhos de cada categoria recebem R$ 2.500,00 (1º lugar), R$ 2.000,00 (2º lugar) e R$ 900,00 (3º lugar), além de menções honrosas. As obras classificadas em 1º lugar serão ainda publicadas no site do jornal Tribuna de Indaiá. O concurso faz parte da programação especial em comemoração aos 183 anos de Indaiatuba, completados no próximo dia 09 de dezembro. Informações (19) 3825-2056.
O Prêmio Literário Acrísio de Camargo é realizado anualmente pela Secretaria de Cultura e tem como objetivo divulgar o nome do autor da letra do Hino de Indaiatuba, bem como incentivar a produção literária no município. Podem participar pessoas de qualquer faixa etária, residentes em Indaiatuba, com um texto por modalidade e que ainda não tenha sido publicado sob qualquer forma. Os trabalhos são julgados por escritores do Estado de São Paulo, que recebem as obras para avaliação sem identificação do autor, assegurando total imparcialidade.
Sobre os jurados
Juliana Maringoni, ituana, graduada em Jornalismo (PUC Campinas), trabalhou como redatora em jornais e revistas. É especialista em Jornalismo Literário (Academia Brasileira de Jornalismo Literário) e em Educação (Universidade Federal Fluminense). Estuda psicopedagogia, ministra e desenvolve oficinas de escrita e criatividade pela Editora Rosa Rosé e Oficinas Culturais do Estado de São Paulo. Autora da biografia "Casa do Sol - um encontro com Hilda Hilst", organizadora dos livros "Contos de amor, obsessão e amizade", "Todo o tempo do mundo - memórias de ficção e realidade" e "O humor nas pequenas coisas do dia-a-dia" todos publicados pela Editora Rosa Rosé.
Antonio da Cunha Penna nasceu em Santa Bárbara (MG) em 03 de agosto de 1945. Mudou-se para Indaiatuba em 1957. Fotógrafo profissional, escritor amador, é também um dos criadores da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba. Como Diretor de Arte do Indaiatuba Clube, criou o evento Cultura à Preço de Banana, bem como o Coral do clube. Publicou os livros Só Doi Quando Dou Risada e Nos Tempos do Bar Rex. Em preparo: Enquanto é Natal e Tipos Notáveis da Popularidade. Em 1998 venceu o Mapa Cultural Paulista na categoria conto.
Sueli Aduan Graduada pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Sorocaba -1978. Professora -prestadora de serviços- SENAC – Sorocaba. Disciplinas: Escrita e Redação- Metodologia do Trabalho Científico. Atividades Culturais: Conselheira da LINC-Lei de Incentivo à Cultura –Sorocaba -2007. Oficinas, Workshops, Palestras, Publicações e Premiações: Poesia e Oralidade - Gênero Minimalista- Os Minicontos - Tendências Contemporâneas-vídeo poesia - Do romance de Paulo Setúbal aos Minicontos. Criação da história e da personagem. Poesia Haicai. Workshops: A Didática na Criação do Conto-2007 - Poesia e Contemporaneidade-Especial dia da Mulher 2010 - ATS -Associação Teatral de Sorocaba- 2007. Mergulhe na Literatura de Guimarães Rosa. Publicações: Conto - Dão, Dão Trabalho e Solidão Roda Mundo Internacional- 2006. Doces Manhãs - Revista Agenda Cultural Prefeitura de Sorocaba-2008. Livro- Avidamente Olho para o Mundo - Poemas e Crônicas - 2011.
Sobre As Quatro Estações de Vivaldi – pela Orquestra de Indaiatuba
“As Quatro Estações” de Vivaldi é uma das obras mais conhecidas do repertório clássico. São quatro concertos para violino onde Vivaldi procura descrever através da música as características principais de cada uma das estações do ano. Um fato curioso é que juntamente com a música, o compositor italiano também criou um soneto que se relaciona com cada uma das peças. O concerto contará com os solistas Luis Fernando Dutra, Yuri Miranda, Felipe Oliveira e Silas Simões e regência de Paulo de Paula e é uma oportunidade rara de se ouvir todas as estações num mesmo programa.
Serviço
Câmara Municipal de Indaiatuba – Rua Humaitá, 1.167 – Centro
Legenda: Rafael Henrique Wolf foi o vencedor da categoria Conto em 2012 com a obra “A Peça de Teatro”, na foto com Marcelo Rosa, da Secretaria de Cultura

Wednesday, November 20, 2013

Linguagens antigas


O amor e o poder se conheceram há muito tempo. Desde então sempre viveram muito juntos. Um causa fetiche no outro e vice-versa. Quer um ser mais obediente que um homem apaixonado. Quer um poder mais intenso que o amor platônico. É neste cenário que a linguagem simbólica, escrita e posteriormente falada foi se inserindo. Hoje quando entro numa Livraria vejo mais livro de sexo e amores de açúcar do que outro gênero. As capas da playboy exibem mês sim e mês não a ex- mulher de um senador, de um deputado e por ai vai. O poder é afrodisíaco e olha que um nunca li tom de cinza algum.

Mas deve ser muito difícil, exceto o amor de mãe e de pai, amar alguém desprovido de poder algum. Obviamente que estamos em contante evolução e a procura de novas linguagens. Mas o poder e o amor ainda andam muito juntos ainda que sejam muitas vezes confundidos  com meras atrações sexuais,

Obviamente que o poder se fragmenta em poderes. E o amor em várias vertigens. E a língua sempre tentou buscar um platonismo nisso tudo, mas a serpente rasteja sempre atenta.

Monday, November 18, 2013

Livro: Mosaico de Rancores



Acabo de ler o Romance Mosaico de Rancores de Márcia Barbieri, Editora Terracota São Paulo, 2013.
Já fazia algum tempo que eu não lia um livro com tanto prazer. Mastiguei, digeri as páginas deste romance como se percorresse um jardim de lírios misturado com ópio numa trama sagrada e profana, entre a poesia e a prosa, entre a lucidez de uma foto 3x4 e a loucura de um espelho quebrado. 

Envolvi-me nos retalhos costurados formando um manto, um mosaico de muitas cores e muitas paisagens. Cores de Almodóvar, de Frida Carlo como numa canção da Adriana Calcanhoto, ou como num ateliê cheio de quadros jogados, cubistas, surrealistas perdidos entre cupins corroendo a carne viva.

Embarquei numa viagem rápida, sem volta entre placas com velhas metáforas e novos contos poéticos, misturando as formas concretas e frias da cidade com as paisagens naturais vivas do nosso mangue,  dos nossos bichos, interface entre reinos: humano e animal numa louca vida com acontecimentos, pensamentos, devaneios.


Entre a vida e a morte, entre um orgasmo e um coito interrompido, entre o ciúme corrosivo e o amor selvagem,  os flashes não param e mostram o cenário de uma trama que vai sendo costurada com ciúme e poesia, manchada como uma pintura inacabada, verdadeira e viva como fotos eróticas espalhadas num quarto vazio.“O amor é semelhante à angústia do escritor perante o silêncio das palavras” Não é preciso dizer mais nada. Este romance merece ser projetado, ficaria perfeito numa tela de cinema.
                                        
                                                                                                             Janio Ribeiro

                                


Saturday, November 09, 2013

Pequenas alegrias de nossa utópica crença socialista.



            Bill De Blasio eleito prefeito quebrando hegemonia republicana de 20 anos

Em Nova York, um Democrata que na juventude fora simpatizante da revolução sandinista casado um negra ex-lésbica, foi eleito prefeito prometendo taxar grandes fortunas para fazer creches e casas populares. Para os colunistas da extrema direita brasileira o Che Guevara chegou ao poder no coração dos Estados Unidos. Nas redações já preparam seus textos destilando ódio de classe e racial, culpando a série Scandal que tem feito sucesso nos EUA e no Brasil, culpando a Dilma, o PT, Karl Marx e até os socialistas utópicos que resistem pela arte.
Mas, são tempos difíceis para definições, direita e esquerda, muito além de conceitos sociológicos da ciência política também são definidores de direção, o PCO está à esquerda do PSTU, o PCBR está à esquerda do PCO, que por sua vez pertence ao bloco das autoridades autoritárias condenados pelos anarquistas, e sair às ruas quebrando tudo já não é assim mais coisa da esquerda, mas sim de integralistas infiltrados numa desordem social que nem o capeta mais entende. A coisa é mais ou menos assim, me diga em que direção você irá e eu te direi se irei pela esquerda ou pela direita ou pelo centro? Se já é difícil definir os manifestantes e os grupos minoritários, mais difícil ainda definir os Partidos Políticos eleitorais, estes muitas vezes tem discurso de esquerda, prática de direita e cara de centro. Ou estatuto de direita, discurso de centro e história de esquerda. Tem Partido de Foice e Martelo defendendo interesses de patrões na cara dura em pleno clarão do dia.
Eu sou petista, antes dizer isso já nos definia como esquerda, hoje pode significar muita coisa. Sou contra as privatizações, ainda tenho uma velha coleção de livros sobre Marx, Lênin e Utopia. Algumas bandeiras e uma biografia do Che Guevara escrita por Jon Lee Anderson. Sou contra a pena de morte, a favor do voto facultativo, contra as privatizações e favor do Estado e da Soberania nacional, contra os preconceitos discriminatórios e a favor do pluralismo. Contra a redução de representantes no parlamento e  a favor da ampliação da democracia, contra voto fechado e favor da liberdade de expressão, mas contra o monopólio dos meios de comunicações. Acho que sou de esquerda, mas sei que vivo entre muita gente à direita e muita gente à esquerda.

Procuro compreender e respeitar, isso é pluralismo político, isso é democracia, isso é republicanismo. Nem todo mundo é tão de esquerda que não possa andar a direita, não tão de direita que não possa andar a esquerda, o que mais me assusta e me amedronta é o autoritarismo seja ele de esquerda ou de direita. Igualdade Liberdade e Fraternidade além das retóricas revolucionárias ou reacionárias. Eis um desafio milenar e universal. 

Wednesday, November 06, 2013

Dia chuvoso


Pingos.
Pausa.
Pingos.
Um dia assim chuvoso, manhoso, sem sol.
ponto.


Saturday, October 26, 2013

Enem sempre tem!

                Foto: 



Texto: Janio Ribeiro 

ENEM - Sempre a mesma polêmica.
Se correr o bicho pega e ser ficar o bicho come.
Alternativa errada. Vazamento Nuclear.
Jornalismo de olho em ponto em vírgula,
matemática imprecisa, estatísticas record, 
ciência inexata, filosofia pura, sociologia contemporânea. 
Faltou documento, chegou atrasado,
Texto sem concordância.
Portão fechado, flashes.
Redações de piadas. 
Pato aqui pato acolá. 
Se caiu na tentação
de vazar está complicado.
Citação de alguma biografia não autorizada.
Tá na cara que a questão é viciada.
ENEM - O que seria do Brasil sem ele, 
mostrando sua cara ou não, 
com bomba de gás lacrimogênio
ou máscaras dos mascados com poder, sem poder,
com partidos, sem partidos. 
Com pimenta ou caradura.
Democracia sem censura.
Inglês prá português ver.
Vai na fé. Um chute pro mato. 
Se entrar é  e o Juiz não anular é Gol...
No pais do futebol
química orgânica não dá samba
e ano que vem tem carnaval.




Tuesday, October 15, 2013

#15 de outubro! Texto passível de correção!

          Foto Guilherme Salla / Outubro Literário / Oficina de Escrita Criativa/
          Usada apenas para ilustrar a arte de ensinar

 Eterno aprendiz

Ela pegou na minha mão para me ensinar a sair da rudimentar linguagem dos rabiscos.
Ensinou-me a soletrar, e assim as palavras ganharam vida...
Ele falou da história e me instigou a perguntar...
Até hoje eu pergunto o porquê das coisas.
Nem sempre encontro as resposta, mas sigo filosofando.
Ela falou da geografia, da intervenção humana no meio natural e social.
Aprendi sobre a política. 
E me incentivou a agir em causas justas...
Talvez não tenha aprendido muito bem as equações complexas.
E por isso perdi batalhas matemáticas, estatísticas, eleitorais...
Mas durmo com consciência e o dever ético
de ter lutado com decência ao lado dos oprimidos
Jamais me entreguei sem luta...
Deixei de aprender muitas coisas.
Mas eles me ensinaram sobre a
química inorgânicas, os ribossomos perdidos, os átomos...
Aprendi muitas outras, e sigo aprendendo  graças a paciência e a dedicação deles...
Que seguem despertando a semente do conhecimento
Que seguem acreditando na metodologia do saber
Que seguem caminhando e lutando com giz e pedagogia
Contra uma cultura ainda dominada pelos resquícios da ditadura
e da exploração colonial que nos empurrou a escravidão e ao analfabetismo.
Que seguem construindo um novo Brasil nos desafios da sala de aula.
E com gestos de cidadania nas ruas unindo a teoria à prática.
Feliz dia do Professores!
Feliz dia dos Educadores!
#Brasilvamoscordaroprofessorvalemaisqueneymar                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

Saturday, October 12, 2013

#resquícios de junho

Rabiscos na areia
Jogo da velha
Velha vanguarda
Nova linguagem
Vênus nua
Sem roupagem
Paisagem
Que logo silencia
sem mascara
tatuagem escondida
silenciada
com as ondas
bravias ondas
bombas, bombas
lacrimogêneas
maré cheia
da repressão
ressaca de
um tempo
folhas soltas
caranguejos
caramujos
caradura
de pedra
recife
reciclado
recesso
nonsense
maresia
corrosão
exílio
do escorpião
exitoso...





Bem aventurado os pequeninos!







Hoje é o dia das crianças, do despertar da vida, da pureza da alma, da alegria descontraída, da imaginação do mundo, da nova política ainda sem ideologia, mas sem a demagogia das velhas raposas que usam Marx e rótulo de esquerda para chegar ao Poder e governam a direita de Adam Smith. Mas há os que mantem a pureza das crianças e resistem.
É dia da Leitura, Lei –Tura, a verdadeira lei   que mais precisamos para nos libertar das armadilhas do sistema da ideologia pronta que a TV transmite do conformismo, vi isso na internet, um reduto ainda relativamente livre dos valores que elitizam nossa cultura, roubam a inocência dos nossos tempos, distorce os significados históricos dos tempos de outrora.
É dia de Nossa Senhora de Aparecida. Rogai por nós pecadores!

E quem não tem pecado que atire a primeira pedra!

Thursday, October 10, 2013

O novo planeta e a nova rotina.

                                            A foto é do dia 03 de outubro: a Volta para Casa

Leio que um planeta novo foi descoberto: Washington – Astrônomos anunciaram nessa quarta-feira a descoberta de um planeta solitário fora do sistema solar, flutuando sozinho no espaço e sem girar na órbita de uma estrela. Chamado PSO J318.5-22, o planeta está apenas a 80 anos-luz da Terra e tem seis vezes a massa de Júpiter. Formado há 12 milhões de anos, ele é considerado novo entre os seus pares.
  É uma notícia que aguça minha imaginação, me faz viajar na velocidade da luz gastando neurônios do lado direito, os ligado as artes e os do lado esquerdo, racionais cartesianos para tentar assimilar tal novidade astronômica. Aponto três lápis de cor com um velho estilete quebrado, faço num ritual como se afiasse pontas de flechas nas mitológicas guerras dos nossos ancestrais indígenas que ainda hoje lutam pela sobrevivência frente aos ruralistas vorazes e contaminados pela ganância infecciosa.
Desenho um circulo meio oval e pinto com cores amareladas, alaranjada e de tons vermelhos como pimentões maduros e com contornos de cores solares. É como tento imaginar o exilado planeta perdido agora descoberto, o astro solitário em um imenso uni verso.
Seria ele um planeta dos macacos? Continuo minha viagem como na odisséia no espaço ou filmes do gênero? Seria ele uma Atlântida perdida e solitária no cosmo? Seria por acaso quem sabe um planeta irmão de krypton de onde sairiam Super Homens? Ou quem sabe apenas mais um planeta para mudar o mapa astral, para fazer do nosso dia algo mais feliz? Fico com a ultima alternativa por interesse próprio.
Antes de mais nada, o lado  direito do meu cérebro discorda que o planeta seja apenas mais um número, o esquerdo entra na discussão dizendo  que os números são suficientes afinal eles podem ser infinitos para nomear, o direito rebate dizendo:  “Se são infinitos devem ser nomeados”, o esquerdo intervém mais uma vez como um julgador implacável:  “ mas não cabe a nós esse papel e sim ao seu descobridor”, o esquerdo resiste e  diz:  “eu o nomearei!”
O lado esquerdo conta até dez para não explodir de raiva e se retira. O Planeta é batizado de Planeta da Imaginação: Terra dos poetas exilados.

Minha esposa lembra que é hora de ir buscar a pequeninha na creche. Volto a terra e conto a novidade para minha esposa que responde: É só um planeta! Suspeito que ela é uma aliada do meu lado esquerdo do cérebro, aquele detalhista, censurador... Vou para Creche buscar minha grande aliada para essas travessuras da vida e da literatura. 

http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2013/10/astronomos-descobrem-planeta-solitario-sem-estrela

Wednesday, October 02, 2013

Oficina de Escrita Criativa em Indaiatuba

Oficina de Escrita Criativa

Um ponto, um conto, uma história

Sensibilizar e aprimorar o potencial criativo para a produção de
textos mais eficientes e mais fluidos

Escrever não é um ato natural ao ser humano. Trata-se de uma habilidade adquirida e
que envolve diversos tipos de processos (motores, psíquicos, culturais etc). Embora
todos os que passaram pelo processo escolar estejam razoavelmente aptos a
escrever, em ocasiões cruciais esta habilidade não se resolve de forma competente devido a
inúmeros bloqueios ao longo da vida. O que a Oficina de Escrita Criativa oferece é a
possibilidade de desbloquear, descobrir e intensificar potencialidades por meio de
ferramentas testadas e largamente utilizadas por profissionais da escrita em todo o mundo.
Desde a década de 1930, o termo escrita criativa, vem sendo utilizado para designar cursos
cujo propósito é desenvolver habilidades a partir da utilização de métodos diversos. “O
diferencial desta oficina é a utilização de ferramentas da arte terapia, Técnica dos 5 desenhos,
e recursos da psicologia avançada, como a Teoria dos Hemisférios Cerebrais”, explica o
jornalista Celso Falaschi, mestre em Pedagogia e doutor em Criatividade. Celso foi docente
da PUCCamp durante 20 anos.

Público alvo

“Todos os interessados em aprimorar seus textos”, enfatiza Celso. No mundo todo, as classes
dos cursos de Escrita Criativa, são formadas por profissionais de todas as áreas de atuação.
Advogados, médicos, engenheiros, donas de casa, estudantes, cada qual com sua demanda,
buscam estes cursos com o propósito de aperfeiçoar sua escrita. “Todos precisamos, em
maior ou menor grau, ter uma comunicação escrita mais eficiente”, ressalta o professor.
Celso reitera que por Escrita Criativa entenda-se o processo a partir do qual busca-se a
produção de textos mais eficientes, que imprimam em suas linhas, uma marca autoral
própria.

A oficina

No presente curso, cada participante terá a oportunidade de conhecer etapas do processo
criativo dos diversos elementos constitutivos da literatura e compreender como se dá
fisicamente o processo criativo para a utilização consciente das técnicas envolvidas.
Ao final do curso, os melhores textos, serão reunidos no livro: Gente das terras dos indaiás
– histórias de indaiatubanos. “Escolhemos este tema para que a obra possa servir também
como um documento, um livro de referência sobre a história da cidade”, conta o professor.
Por se tratar de um curso livre e gratuito oferecido pela Secretaria Municipal de Cultura, os
oficineiros pensaram em oferecer um produto que possa oferecer uma contrapartida à
população de Indaiatuba.
Já a produção da obra será discutida ao longo do curso. De produção artesanal em copiadora
ou impresso em gráfica rápida, ou ainda em formato e-book, tais detalhes serão pensados
conjuntamente com os participantes. “Mas é uma etapa importante, pois trata-se do resultado
físico de um processo em que cada participante pode entregar-se e, com coragem, obter um
texto de qualidade”, finaliza Falaschi.

OFICINEIROS 

Prof. Dr. Celso Falaschi – Jornalista e professor do curso de pós-graduação em Jornalismo
Literário da Associação Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL), da qual é co-fundador. É
pós-graduado em Arte Terapia e Doutor em Psicologia/Criatividade, com estudos sobre
criatividade aplicada à escrita. É professor também de cursos de Arte Terapia em diversas
instituições de ensino superior do país. Foi editor de "O Estado de S. Paulo", diretor da
Intercom e coordenador da Expocom. Lecionou no curso de jornalismo da PUC-Campinas
por vinte anos.

Profa. Mônica Kimura (assistente) – Jornalista, pós-graduada em Comunicação de Massa
pela Universidade Soka de Tóquio-Japão. Mestre em Ciências da Comunicação, pela Escola
de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). É professora
universitária, lecionou em instituições de ensino de São Paulo, Minas e Paraná.

Inscrições: Secretaria Municipal de Cultura (Pça. Dom Pedro I, s/nº) , mediante
apresentação de RG, comprovante de endereço e a doação de um livro novo ou usado.
Datas: 9, 17, 24 e 31 de outubro (todas as quartas-feiras)
Horário: das 19h às 22h
Local da oficina: Secretaria Municipal de Cultura

Monday, September 30, 2013



"Todo jornal que eu leio diz que a gente já era, que já não é mais primavera..."  Raul Seixas


  Espaço reservado para a crônica de Setembro, um mês que se despede do calendário assim de repente como a saudade de uma partida, como a dor de uma despedida, e o vazio de um tempo que vai se embora, mas que insiste e mostrar as marcas, as feridas de um passado que continuam vivas...

                                           Janio Ribeiro

Saturday, September 28, 2013

De 28 de fevereiro a 28 de setembro.



Com a licença poética, lá se vão 7 meses de retirancia as avessas,
de guerrilha na cozinha, de roupas sujas lavadas a mão ou em lavanderias qualquer,
de HI-FI no café da manhã da padaria da esquina
de solidariedade de amigos, de clandestinidade. 
De lágrimas de saudade escorrendo  debaixo do chuveiro.
De ligações atenuantes interrompidas pela os afazeres da vida.
Da solidão no canto desejado do mundo.
De gestos desafiando Governos na efetividade de direitos.
De velhas cancões de amor ouvidas no radio do celular.
Do aperto do busão, vida de gado, povo feliz!
Da memória visitando o passado,
Dos recortes históricos de um tempo de constantes mudanças.
De olhar as crianças e ficar ali pensando numa menininha 
que descobre o mundo novo a cada dia.
Da mente procurando o porque de uma filosofia sem resposta.
Contudo, agradeço mesmo assim pela oportunidade de aprender
com todas essas novas nuances da vida.
A solidão e uma amante perigosa dos poetas esquecidos.


Tuesday, September 24, 2013

Neruda é mais que saudade



Allende partiu doze dias antes resistindo ao golpe tirano,
primeiro socialista eleito na América Latina. viajou deixando
uma utopia possível para instigar nossa caminhada.
Neruda viajou logo em seguida, partiu deixando mais que saudade,
deixou palavras, sentimentos e poesias.
Allende nos deixou os gestos para sonhar em dias de  primavera
Neruda, poesias para alimentar a alma em noites de inverno.

Lá se vão 40 anos. Neruda não poderia ter deixado Allende ir só.
E eles não estiveram por aqui em vão.
Viva Pablo Neruda! Viva Salvador Allende! Viva o Chile Socialista!

                                                                              Janio Ribeiro



Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda

Sunday, September 22, 2013

É Primavera

      É primavera
      por Janio Ribeiro.
   
      Finalmente ela chegou.
      Mas estivemos com ela em junho nas ruas do Brasil.
      E no mundo inteiro em tempos inesperados.
      Em tempos de "chama de mudança" acesas.
      Os ipês coloridos já festejavam sua chegada.
      As rosas mortas tombaram dignas.
      Os poderosos insistem de tempos em tempos,
      Em apagar ela do mapa.
      O formigueiro dócil muitas vezes esquece se dela,
      Mas depois de uma linda noite de luar.
      Ela surge radiante desafiando homens.
      Apaixonando mulheres.
      Mudando a História.
      Em algum lugar do mundo
      No coração pulsante da humanidade
      Em todos os lugares que as luzes penetram:
      É primavera!

Saturday, September 21, 2013

21 de setembro: Dia da Arvore

Era uma grande arvore naquele arvoredo imenso a beira da lagoa. Sob seus galhos e folhas eu via um sol amarelo vivo em tardes de primaveras quando as flores silvestres embelezavam e perfumavam aquele cenário.
Aquela grande arvore pelo que soube, testemunhou tempos antigos, amantes escondidos, violência bruta. Devia ter cerca de 100 anos, era filha de outra velha arvore e sua avó servira de semente e sombra aos nativos indígenas que ali viviam em tempos remotos. Sob aquela sombra em outros tempos redes balançavam e ouvia o grito alegre das jandaias e de vez em quando até o canto hipnotizador das Yaras que aquela época ainda habitavam a Lagoa e levava ao sono os jovens guerreiros e penetravam nos sonhos dos velhos pescadores que dormiam debaixo da grande arvore.

Era uma arvore com troncos fortes e raízes profundas que só Deus sabe onde terminavam suas pontas terra adentro, diziam que aquelas raízes conheciam a origem e os mistérios da vida.

Tuesday, September 10, 2013

Lá se vão 12 anos e as perguntas permanecem!



Quem foi?
Por que?
O que teria sido de Campinas?
De Nossa Região Metropolitana?
De Indaiatuba?
São perguntas sem respostas que faço de vez em quando.
Entre muitas outras que permeiam minha mente.
Uma coisa é certa, quando a política se mostra impossível.
Quando me sinto exilado no interior do Ceará.
E a esperança tentar fugir.
Penso na dignidade da política.
E dentre muito homens e mulheres
que representam esse ideal:
Toninho está sempre presente!
E a utopia segue viva com a coragem de Mudar!

Monday, September 09, 2013

Efeito da Lua!



             Hoje a noite,
             A Lua encontrará com Vênus.
             E a constelação de aquário
             Repete a velha mensagem
             Que já era transmitida
             Nos tempos remotos da
             Humanidade.
             Viver sempre foi
             Um grande ato maior
             Que uma simples existência
             Hoje a noite a Lua encontra com Vênus
             Amanhã ela espia o Sol alimentando
             As lentes do fotografo faminto
             Que atento a cada cena registra
             O  romance astrológico com
             Seus requintes de mistérios e
             Cumplicidades...

Encontre novas fronteiras.

                                         Crônicas do Exílio: Texto e foto de Jânio Ribeiro

Sentado numa cadeira numa Padaria do outro lado do mundo, ele toma seu café da tarde: Tapioca e café com leite, a tapioca é para dar sustância e o café com leite é para manter vivo o velho costume dos tempos de Minas Gerais e de São Paulo.
É uma segunda-feira. Em Fortaleza é mais um duro dia de trabalho para quem tem emprego, é dia de ressaca para quem foi ontem ao Castelão dançar ao som de Beyoncé, mas esse privilégio não é para muitos.
Na mesa de vidro um prato vazio com resquícios de farinha, do lado uma xícara com borra de café sobre um pires  um pacotinho vazio de açúcar união com uma frase intrigante, quase um apelo:  Encontre novas fronteiras.
Pensa nas muitas fronteiras que enfrentou no caminhar da vida, desde que nascera de 8 meses lá no Hospital Santo Antônio em Taiobeiras, cidadezinha que a época nem cabia no mapa, mas que sempre permeou seus sonhos, seus velhos e poéticos sonhos mineiros de igualdade e fraternidade. Reflete uns dois segundos sobre a tênue fronteira entre sonho e a realidade, entre fantasia e a arte  e  logo abre em sua memória o tempo quando a fronteira era entre o portão fechado de sua casa e  as ruas, as velhas ruas de chão batido do Jardim Morada do Sol em Indaiatuba  as quais jogavam bola, bete, queimada e outras brincadeiras de crianças da época.
A atendente recolhe tudo na mesa e trás uma comanda com o número 15, mas a frase do saquinho de açúcar insiste: "Encontre novas fronteiras". Talvez viver seja ultrapassar algumas fronteiras e sonhar seja ultrapassar muitas outras! O céu continua sendo o limite!

Friday, September 06, 2013

Refundar a República e exercer a democracia



Artigo do Janio

                   Refundar a República e exercer a democracia

No Brasil, nunca existiu uma República – e nunca existirá alguma, que mereça o nome, enquanto as classes dirigentes ficarem tão rente a essa barbárie que se rotula civilização e toma ares de democracia a brasileira.               
                                                                Florestan Fernandes



A política brasileira precisa urgentemente de assertividade, de novos gestos, nova formatação, de uma cultura participativa, de um controle efetivo sobre as decisões do governo, sobre os orçamentos públicos, de transparência e de uma justiça menos complacente com os administradores públicos e legisladores.

Precisamos compreender que a democracia não se resume em votar a cada eleição e a Republica não é simplesmente a existência de três poderes burocratizados e fechados entre si em privilégios, ou de um senado moribundo que abriga velhacos que há décadas mandam em seus Estados e municípios, tampouco de uma imprensa livre do controle estatal, mas presa a interesses mercantis e privatista.

É certo que a conjuntura de denúncias, de privilégios, de desmandos envolvendo homens públicos, envolvendo não somente o senado, mas também magistrados da justiça e uma infinidade de administradores públicos fazem aumentar na sociedade ainda mais o desinteresse pela participação política.  O paradoxo é que justamente por conta dessa situação é que a política precisa de nossa participação, de nossa mensagem de esperança, de nossa fé nos seres humanos, na classe trabalhadora, na união dos brasileiros de todas as classes sociais que acreditam na possibilidade de fazer política com idealismo, compromisso ético e justiça social.

É hora de rompermos de uma vez por todas com essa República de Marechal, com essa democracia de coronéis. É preciso nossa mobilização pela refundação de nossa Republica com participação popular, pelo exercício da democracia no dia-a-dia e o cumprimento pleno de direito básicos ao ser humano, como o direito à vida, a liberdade, a segurança, a moradia, a cultura, e tantos outros.

Precisamos implantar mecanismos que oxigene a democracia, porque há 25 anos a geração de nossos pais exigiu eleições diretas, agora é hora de exigirmos democracia direta, participação popular nas decisões dos governos e dos parlamentos, precisamos efetivar uma justiça que não faça distinção entre banqueiros e trabalhadores, que não inocente criminosos de “colarinho branco” e nem crimalize movimentos sociais.

                                                                               Janio Ribeiro

            Publicado originalmente em http://janioribeiro.zip.net/ em 22/07/2009


 Escrito por Janio Ribeiro às 18h41
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Friday, July 26, 2013

Aquela foto.




          Marcou encontro com o Sol
          na última hora do dia.
          Iria tirar umas fotos,
          o por do sol daquela lagoa era lindo...
          Enquadraria os raios solares entre coqueiros
          a sombra da  estatua nua da linda virgem dos lábios de mel
          sob reflexos sobre as águas.
          Resolveu ir a Agencia Bancária antes,
          seria o tempo suficiente para ele baixar para beber água,
          mas quando voltou o sol não havia lhe esperado,
          havia ido embora alguns minutos antes,
          o safado foi espiar a lua cheia
          que já aprontava para a noite
          do outro lado do mundo.
         
                                                                Janio Ribeiro

Thursday, July 25, 2013

Aos que escrevem



       Hoje é dia dos que escrevem
              Mulheres e homens
                     jovens  e sábios
                           gente que  sonha e registra
                                    que viaja  e que relata
                                             que vive e descreve
                                                     que faz a história e analisa
                                                                  que vive romances proibidos
                                                                        que retira poesias de pedras
                                                                                que devaneia contos novos
                                                                                       que erotiza a vida com palavras...
                                                                                                               E a carne se fez verbo...
                                                                                                     
                                                                                                                                        Janio Ribeiro
       

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