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Saturday, August 22, 2015

Crônicas do Cotidiano: Memórias perdidas




por janio ribeiro 



Já faz algum tempo, já não tenho mais aquele corpo magro, aquela barriga negativada, nem aqueles  cabelos grandes ao vento.

Lembro de antigos encontros e desencontros, são memórias perdidas no tempo e recheadas de motivos e significados que nem lembro mais.

Minhas agendas guardam algumas lembranças, minha mente lembra vagamente de vez em quando alguma imagem, algumas frases, alguns versos.

Algumas dúvidas permanecem as mesmas, os novos desafios são sempre intrigantes, o histórico médico, se tivéssemos um consolidado,  seria um grande manual de nossa existência e das dores de cabeça e de barriga que acumulamos na caminhada. Quando a agulha encontrou minha veia para o exame de sangue hoje pela manhã, lembrei da labirintite, renite, gastrite, esofagite, e tantos ites da vida, nem sempre paramos para um balanço ou uma reflexão.

O que nos conecta ou nos desconecta a tudo? Lembro que li no caderno Ciência na Folha de São Paulo de uma sexta-feira 30 de março de 2012 que as fibras que ligam as conexões cerebrais se organizam como as de um tecido: “É como se, em vez das vielas e ladeiras do centro de São Paulo, o cérebro  tivesse avenidas planejadas, como as de Brasília, por exemplo, comparava a época a reportagem.

Fico pensando se uma ressonância magnética do meu cérebro traria o mesmo resultado, o pesquisador Van Wedeen  citado na matéria diz que “ a conectividade é mais complexa do que a grade de fibras que estamos vendo agora, mas não sabemos o quão é complexa”

E se quem sabe  um programa pudesse fazer um backup de minha memória e ajudar a desvendar o emaranhado de palavras que permeiam minha mente, e os sentidos e sentimentos que confundem meu coração.

É isso, acho!

Saturday, August 15, 2015

A minha vó Bertina

último encontro eu e minha vó em 2015

imagem antiga: minha vó, minha mãe, minha irmã Vivalda Sandra

minha vó visitando minha filha em Indaiatuba-SP


Hoje fazem 7 dias, 
que ela partiu numa manhã, 
partiu como partem os passarinhos; 
dormindo. 

Partiu como partem as predestinadas, 
aos 84 anos, 
deixando muitos filhos, 
muitos netos, 
bisnetos, 
tataranetos,  
mas mais do que isso,
deixando um exemplo 
de esposa, 
mãe, 
vó, 
bisavó,
tataravó,
exemplo de pessoa humana.

Deixando  um velho fogão de lenha,
algumas rosas floridas em seu jardim.
E um povoado chamado Mirandópolis, 
que que tinha 8 casas quando chegou.


Deixando  o marido, 
que ajudou a cuidar nos momentos mais difíceis.

Deixando saudades e muita memórias...

Obrigado minha vó. 


Poesia: versos refletidos

Janio Ribeiro é poeta nas horas vagas da vida 




Um mundo novo nasce no lado obscuro do espelho
Não, não podemos ver...
Ficamos como narcisistas admirando nossa própria
Face refletida...
Tiramos um selfie e compartilhamos feito robôs,
Sentidos, sentimentos, o que é isso?

Um mundo novo nasce e nem sabemos como!

                        

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