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Friday, October 31, 2014

Crônica: #Itabira 112

Janio Ribeiro 

Crônica:   #Itabira 112

E lá se vão 112 anos entre muitas pedras no meio do caminho e outras tantas contradições do tempo presente,  que remete ao passado como se  Janus o Deus grego brincasse no Olimpo, mas continuamos tentando ser gauche na vida...
Itabira continua sendo um retrato na parede  de um  twitter ou como tem sido mais moderno de um video compartilhado no iPlhone atravez do WhatsApp, iPhone da Apple cujo presidente   Tim Cooke a anunciou ontem, que  é gay com muito orgulho e graças a Deus. È tempo de primavera de celebrarmos as várias cores da vida, do arco iris, da diversidade.
Itabira continua lá onde sempre esteve Minas Gerais, e se o assunto ainda é a histórica eleição de 26 de outubro, Itabira aparece vermelha no mapa como 52% de votos para a reeleita Dilma Roussef.
Talvez uma poesia coubesse neste dia D, talvez ainda valesse a pena acreditar em bruxas e nas poções que ainda há curar doenças como o ebola ou a Aids, ou quem sabe sair pelo sertão de Minas a procura do Saci danado e suas travessuras diversas.
As ações da Vale cairam, mas isso pouco importa, Itabira respira aliviada com suas pedras de ferro pelas calçadas e suas poesias esculpidas na memória a procura, quem sabe, de um retrato na parede para ilustrar um perfil do facebook.

Mas pouco importa se ações da Vale cairam, a ação que vale é a da energia poética que ainda pulsa nos fluxos da vida. Hoje mesmo eu recitei trechos de sua poesia: Não serei o poeta de um mundo caduco/Também não cantarei o mundo futuro/Estou preso à vida e olho meus companheiros/Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças/Entre eles, considero a enorme realidade/O presente é tão grande, não nos afastemos/Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas  (Carlos Drummond de Andrade) 





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