Um espaço para experimentação literária e a publicação de Contos, Crônicas e poesias de Janio Ribeiro
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Friday, July 26, 2013
Aquela foto.
Marcou encontro com o Sol
na última hora do dia.
Iria tirar umas fotos,
o por do sol daquela lagoa era lindo...
Enquadraria os raios solares entre coqueiros
a sombra da estatua nua da linda virgem dos lábios de mel
sob reflexos sobre as águas.
Resolveu ir a Agencia Bancária antes,
seria o tempo suficiente para ele baixar para beber água,
mas quando voltou o sol não havia lhe esperado,
havia ido embora alguns minutos antes,
o safado foi espiar a lua cheia
que já aprontava para a noite
do outro lado do mundo.
Janio Ribeiro
Thursday, May 16, 2013
Nosso Tempo
por janio ribeiro, temporada nordeste
Foto: Janio Ribeiro, Lagoa de Maraponga, Fortaleza-CE
Tempo, sujeito estranho, indeterminado que em sua precisão lógica costuma aparecer cheio de predicados pregando peças em mentes e corações ansiosos.
Muitas vezes gostaríamos que ele parasse e é ai que ele corre depressa como um louco sem freio. E noutras vezes quando esperamos que ele corra em disparada, ele para em nossa frente com um olhar sorrateiro, com a paciência budista e diz com um sotaque mineiro. Vamos tomar um café?
Saber domar esse sujeito é um drama contemporâneo que nos persegue desde a antiguidade, mas nunca é tarde para amanhecer com novas atitudes frente ao nosso tempo e sempre será preciso saber esperar o tempo de todas as coisas: de chegar e de partir, de esperar e agir, de chorar e de sorrir.
Sempre há tempo, mas fim de texto, por hoje meu tempo acabou...
Foto: Janio Ribeiro, Lagoa de Maraponga, Fortaleza-CE
Tempo, sujeito estranho, indeterminado que em sua precisão lógica costuma aparecer cheio de predicados pregando peças em mentes e corações ansiosos.
Muitas vezes gostaríamos que ele parasse e é ai que ele corre depressa como um louco sem freio. E noutras vezes quando esperamos que ele corra em disparada, ele para em nossa frente com um olhar sorrateiro, com a paciência budista e diz com um sotaque mineiro. Vamos tomar um café?
Saber domar esse sujeito é um drama contemporâneo que nos persegue desde a antiguidade, mas nunca é tarde para amanhecer com novas atitudes frente ao nosso tempo e sempre será preciso saber esperar o tempo de todas as coisas: de chegar e de partir, de esperar e agir, de chorar e de sorrir.
Sempre há tempo, mas fim de texto, por hoje meu tempo acabou...
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Wednesday, April 03, 2013
Saudade
Saudade
é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda
que a presença é pouco:
quer se absorver a outra pessoa
toda.
Essa vontade de um ser o outro
para unificação
inteira, é um dos
sentimentos mais urgentes
que se tem na vida ( Clarisse Lispector)
é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda
que a presença é pouco:
quer se absorver a outra pessoa
toda.
Essa vontade de um ser o outro
para unificação
inteira, é um dos
sentimentos mais urgentes
que se tem na vida ( Clarisse Lispector)
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